quarta-feira, 10 de junho de 2009

Bill Ward Profile

A revista Roadie Crew é muito boa, mas não compro com muita frequência por falta de tempo de ler. Mas comprei mês passado por causa de uma mega-matéria sobre o Deep Purple (que não li até agora). Hoje fui na banca novamente, e me deparo com a capa deste mês: Heaven and Hell. Comprei sem pensar, lógico. Para minha sorte, ao folhear a revista, vi que há muitas bandas interessantes. A única coisa que li foi o Roadie Profile.
Roadie Profile é uma sessão de perguntas, sempre iguais, com músicos diferentes a cada edição. Desta vez, o interrogado foi o mestre Bill Ward, o primeiro baterista do Black Sabbath, que gravou todos os discos da fase-Ozzy e o primeiro da fase-Dio. Eis o questionário:

Primeiro disco que comprou: Não tenho certeza, mas foi algo em torno de The Everly Brothers, Roy Orbison, The Shadows, The Ventures ou Elvis Presley.

Melhores álbuns de todos os tempos: Paranoid (Black Sabbath), Who's Next (The Who) e Black Album (Metallica).

Último álbum que comprou: Wrath (Lamb of God).

Um álbum que mudou sua vida: Blues Breakers, do John Mayall, que tem Eric Clapton, John McVie e Hughie Flint.

Álbum que mais ouviu na vida: Provavelmente Sgt. Peppers Lonely Heart CLub Band ou White Album, ambos dos BEatles.

Melhor capa de disco: Black Sabbath (Black Sabbath)

Álbum que daria a seu pior inimigo:  Eu não tenho pior inimigo... Espero! (risos).

Um álbum que gostaria de ter gravado: Algum do Type O Negative ou do Pink Floyd.

Uma música que gostaria de ter omposto: Red Water (Christmas Mourning), do Type O Negative.

Quais bandas chamaria para um festival: Black Sabbath, Metallica, Type O Negative e Slayer.

Álbum dos anos 70 que recomenda: Master of Reality (Black Sabbath)

Álbum dos anos 80 que recomenda:  Qualquer um do Ozzy ou do Metallica.

Álbum dos anos 90 que recomenda: Antichrist Superstar (Marylin Manson) e The Battle of Los Angeles (Rage Against the Machine)

Música que você mais gosta de tocar: Children of the Grave (Black Sabbath)

Música que melhor define sua carreira: Black Sabbath (Black Sabbath)

Música que gostaria que fosse tocada em seu funeral: Peter and the Wolf e Hold That Tiger Hag.

Fiquei surpreso com a adoração de Mr. Ward ao Type O Negative, que foi extremamente influenciada pelo Black Sabbath. Os caras devem se sentir honrados por isso. Também gostei muito da amplitude do gosto musical dele, que curte tanto os clássicos como bandas mais novas.

domingo, 7 de junho de 2009

"Eu preciso salvar Atena!"

Ontem eu estava ouvindo um podcast sobre Cavaleiros do Zodíaco. Como músicas de fundo, tocou várias trilhas do anime, e foi aí que eu reparei como elas são boas! O desenho é um lixo, a história nem se fala, mas a trilha sonora é uma verdadeira pérola.
Para matarem a saudade, aí vai algumas músicas.

O podcast tem como foco os jogos de Cavaleiros do Zodíaco, mas, por tabela, eles acabam esculachando o anime, o que gera boas risadas. Se você acompanhou a saga de Seiya e seus amigos, vale a pena ouvir a bagaça.
PODCAST (pode ser baixado em mp3 ou ouvido no pró
prio site)

Thrash

Hoje assisti mais um ótimo documentário sobre música pesada: Get Thrashed. Vários expoentes do thrash metal contam como esse estilo surgiu. Do underground ao reconhecimento mundial, esse estilo nasceu nso EUA, foi para a América Latina (inclusive o Brasil, com o Sepultura) e atravessou o Atlântico, fazendo da Alemanha o berço de monstros como Kreator, Destruction e Sodom.
No início dos anos 90, com o surgimento do Nirvana e o grande hype do grunge, a mídia e gravadoras não queriam saber de outros estilos musicais, levando grande parte das bandas de metal ao limbo. Mas, em meados dessa mesma década, a música pesada em geral voltou a ganhar força com algumas bandas que, mesmo diante do total descaso da mídia, se mantiveram fiéis à música pesada, resistindo a todas as dificuldades. Entre essas bandas, a mais importante, sem dúvida, foi o Pantera, que teve um dos maiores guitarristas da história, Dimebag Darrel, infelizmente assassinato durante um show com sua outra banda, o Damageplan.
A partir daí, centenas de novas bandas surgiram por influência das bandas mais antigas, renovando a sonoridade e o cenário do metal.
Os depoimentos dos músicos, unidos às imagens e músicas dos gigantes do thrash, fizeram um registro muito valioso que retrata a história de um dos estilos musicais com os fãs mais fiéis da história.
Ouvindo: Kreator, com o álbum Pleasure to Kill (sonoridade e letras agressivas ao extremo)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Heaven and Hell - O Show

O show se inicia com as barulheiras de E5150, que logo emenda o riff matador de The Mob Rules. O público foi abaixo, gritando feito louco - me incluam nessa. Terminada a música, o vocalista, Dio, cumprimenta a platéia e já anuncia uma porrada na orelha: Children of the Sea. Belíssima! Geezer Butler toca seu baixo com a mesma empolgação que tinha na década de 70, é fantástico. Na sequência vem I e, em seguida, a primeira música nova do set list: Bible Black. Essa música foi colocada no MySpace da banda antes de lançarem o álbum novo, e já nos deu a idéia do que viria: um disco pesado e bem arrastado. Nessa hora, um cara da platéia joga no palco uma Bíblia Negra, feita de cartolina ou alguma outra espécie de papel. A capa era preta, escrito Bible Black, e com a figura do clássico demônio-mascote do Black Sabbath. O baixinho gostou bastante, e cantou o resto da música acompanhado do Livro Profano.
Aí veio a primeira surpresa do show: Time Machine. Não esperava que eles iriam tocar essa, que foi uma das mais pesadas do show. Depois veio um solo de bateria; preciso destacar o modo de tocar de Vinny Appice. Ele espanca a bateria, batendo com tanta força que dá a impressão de que o instrumento irá se quebrar a qualquer momento. O peso que Vinny deu às músicas foi essencial para o show. O cara é um cavalo!
A seguir, mais uma música nova: Fear, que ficou bem legal ao vivo. Na sequência, a clássica Falling Off The Edge of the World e mais uma nova, Follow the Tears, com peso absurdo.
Aí veio o ápice (sem trocadilhos com o baterista) do show: Die Young! Tony Iommi fez um pequeno solo introdutório, e logo em seguida o resto da banda entrou quebrando tudo. O público mal teve tempo de respirar, e já mandaram a tão esperada Heaven and Hell. O público cantarolou o riff da música em volume máximo (e até em momentos impróprios), e a banda prolongou bastante a música, fazendo um longo solo instrumental. Foi aí que Dio recita o famigerado "poema" no meio da música, com seu rosto iluminado em vermelho, fazendo uma imagem demoníaca inesquecível. Todos aplaudiram muito, e a banda sai do palco. Poucos instantes depois, eles retornam e tocam Country Girl (que riff maravilhoso!) e emendam com a desgraceira de Neon Knights, fechando o show com chave de ouro, e colocando um sorriso no rosto de cada um dos presentes. Sem dúvida foi um show memorável, e torço para que o Heaven and Hell continue na ativa por mais algum tempo e toquem de novo no Brasil (de preferência em Vitória-ES).

Parte da trupe em frente ao Chevrolet Hall.


Lotado!

Heaven and Hell - A viagem

Dia 10 de maio, às 7h30, eu e mais 7 malucos saímos de Colatina numa van em direção à Belo Horizonte para ver o show do Heaven and Hell (ou Black Sabbath, como preferirem). Chegamos na capital mineira às 16h30 e fomos direto ao Chevrolet Hall, onde os mestres iriam tocar. Muita gente já estava lá aguardando ansiosamente, sendo que o show foi marcado para as 20h.
Os portões se abriram às 18h45, e conseguimos pegar um lugar bom nas arquibancadas - não ficamos próximos do palco, mas tínhamos uma visão privilegiada.
Depois de muita espera, ôlas das arquibancadas e de fumar uns 7 maços de cigarro - e maconha - passivamente, às 20h40, as luzes se apagam e... aparece no telão um jabá da Chevrolet. Finalmente, depois do maldito jabá... passa o trailer de Anjos e Demônios??? Mas que porra é essa??? A ansiedade estava quase me matando, até que o sampler de E5150 ecoa alto, e o povo grita alucinado. A gritaria fica ainda mais intensa quando os primeiros acordes de The Mob Rules explodem nos amplificadores, e eu quase perco a voz no primeiro minuto de show, de tanto que eu gritei. Ver Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo), Vinny Appice (bateria) e Ronnie James Dio (vocal) ali, na minha frente, ao vivo, foi algo surreal. A ficha só caiu lá pela terceira música, em que eu me toquei que estava vendo o Black Sabbath!
O set list foi curto, mas bem selecionado. Além de clássicos como Children of the Sea, Time Machine, I e Falling off the Edge of the World, tocaram 3 músicas do disco novo. As novas músicas soaram muito mais pesadas ao vivo.
Eles fecharam o show com Country Girl emendando Neon Knights. Claro que sempre vai faltar alguma música de nossa preferência, mas gostei muito do set list. O show só teve 1 hora e meia, mas vamos dar um desconto aos caras, que já estão acima dos 50 anos (Dio tem quase 67).
Cheguei em casa às 7h30 do dia 11. Uma maratona de 24h para ver 4 tiozões em cima de um palco, e que será lembrada pelo resto da minha vida.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Banda?

Pra que baixo? Pra que bateria? Pra que outros integrantes???
Esse cara te mostra o porquê.





terça-feira, 5 de maio de 2009

The Boys Boys no festival Prato da Casa


Se você (como eu) gosta e põe fé no som dos boys boys... ou você, que gosta de ver a bundinha do Alisson rebolando, taí sua oportunidade de votar nos caras: eles estão participando do festival "Prato da Casa", promovido pelo programa Bandeijão da rádio universitária (UFES - VIX).

Para votar nos caras é só entrar no link abaixo, clicar no título "VOTE: FESTIVAL PRATO DA CASA" escolher os gatoros boys e confirmar.

http://bandejao1047.wordpress.com/vote-festival-prato-da-casa/

Link do MySpace dos caras:
www.myspace.com/theboysboys

segunda-feira, 13 de abril de 2009

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Rock Operário

Os anos 80 revelaram um certo Bruce Springsteen, americano com visual machão e voz de quem cantava sempre usando uma cueca dois números menor que o ideal. A capa, com a buzanfa do autor numa calça jeans velha, tendo ao fundo as listras da bandeira americana, sugeria uma patriotada no estilo Rambo, tão comum na era Reagan.

Descendente de imigrantes irlandeses, holandeses e italianos, motoristas de ônibus e operários roqueiros da indústria pesada compunham o quadro de fãs do compositor, que vende nessa brincadeira 15 milhões de cópias por disco.

O cara é pura sensualidade! Superando até mesmo o próprio Mick Jagger ao vestir a bandeira Americana, é super divertido pra ouvir num churrasco.

O melhor e recente (2007) disco:

quarta-feira, 25 de março de 2009

Single do novo álbum do Heaven and Hell

O disco de inéditas do Heaven and Hell, intitulado The Devil You Know, sairá dia 28 de abril, e o primeiro single, Bible Black, está disponível para ouvir no MySpace da banda.
Esse aí eu comprarei o original sem medo!
PS.: falando em medo, que capa sinistra...